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Inovação além da tecnologia: pessoas no centro da transformação dos setores tradicionais
Nos setores de engenharia, construção, indústria, logística e varejo, a palavra “inovação” tem se tornado cada vez mais recorrente. Porém, enquanto muitos associam esse conceito exclusivamente à adoção de tecnologias de ponta, especialistas e lideranças de grandes empresas reforçam que a verdadeira força motriz da inovação são as pessoas — com suas ideias, criatividade, habilidades e capacidade de colaboração.
A tecnologia, claro, é essencial. Ferramentas como inteligência artificial, automação, Internet das Coisas (IoT) e, mais recentemente, a computação quântica, têm revolucionado a maneira como produtos são fabricados, projetos são executados e serviços são entregues. Mas o diferencial competitivo real está em como essas ferramentas são utilizadas por quem as opera.
Para Lincoln Rezende, Gerente de Inovação Digital da ArcelorMittal, manter a competitividade na indústria nos próximos anos exigirá não apenas domínio de tecnologias como a IA, mas também competências humanas.
“Foco total nas pessoas, que sempre fazem a diferença, valorizando as competências de resiliência, criatividade, pensamento no futuro, soft e power skills, e em relação às tecnologias, o domínio da IA é fundamental, e quem se adiantar na computação quântica, certamente estará na liderança dessa corrida”, destaca.
Essa visão está alinhada com uma máxima simples, porém poderosa: 100% dos clientes são pessoas e 100% dos colaboradores são pessoas. Ou seja, mais do que entender a tecnologia, é preciso entender quem a desenvolve, quem a aplica e quem dela se beneficia.
Nesse contexto, o perfil do profissional inovador ganha destaque. Para que equipes possam contribuir com novos modelos de negócio e soluções disruptivas, é necessário cultivar algumas habilidades. O desafio das empresas deixa de ser apenas ter tecnologia, e passa a ser saber inovar com as pessoas certas.





