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A “bolha” da inteligência artificial: revolução ou supervalorização?

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A “bolha” da inteligência artificial: revolução ou supervalorização?

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A “bolha” em torno da inteligência artificial (IA) no mundo já pode ser considerada uma realidade. A ferramenta teve um crescimento expressivo nos últimos anos, com mais do que o dobro de empresas brasileiras optando por investir em IA para otimizar o trabalho cotidiano. Segundo a 4ª edição da pesquisa da Bain & Company, 25% das empresas no país já trabalham com alguma aplicação de inteligência artificial, número que no ano anterior era de apenas 12%. Isso demonstra que os ganhos em produtividade e resultados financeiros chegam a cerca de 23%, um marco significativo quando se fala em potencial de crescimento.

Porém, a chamada “bolha” se refere ao alto investimento nessas ferramentas de inteligência artificial ao redor do mundo, o que tem gerado certa especulação em torno do tema. Diferentemente de outras bolhas, a da inteligência artificial não tem uma data certa para “estourar”. Pelo contrário: este é um dos melhores momentos para investir, talvez o melhor desde a criação dessa tecnologia. Segundo o fundador da Amazon, Jeff Bezos, “Estamos na era de ouro das viagens espaciais, da inteligência artificial, da robótica (…) Nunca houve um momento melhor para se entusiasmar com o futuro”. Diversas empresas compartilham desse otimismo. Além da própria Amazon, gigantes como Microsoft, Google e Salesforce vêm adotando fortemente a tecnologia. Outro ponto em destaque é a busca consistente do compromisso com a sustentabilidade, com iniciativas que alinham o investimento em inteligência artificial ao uso de fontes de energia renovável e outras práticas ecológicas, buscando reduzir os possíveis impactos ao meio ambiente.

Com isso, fica claro que as empresas que não apostarem nessas tecnologias correm sério risco de ficar para trás, já que os investimentos estão crescendo em ritmo acelerado. Em 2025, o volume global aplicado em IA deve disparar, podendo atingir R$ 8,01 trilhões e ultrapassar R$ 10,68 trilhões, o equivalente a cerca de 2% do PIB mundial, segundo a consultoria americana Gartner. Esses dados reforçam a importância do investimento e os benefícios corporativos que ele pode gerar. No entanto, o entusiasmo é tão grande que muitos analistas comparam o momento atual ao de 1996, quando o setor tecnológico viveu seu auge: uma era extraordinária de inovação e popularização de tecnologias que moldaram o início da era digital.

Por fim, ao se tratar dessa nova era, o setor econômico também está diretamente envolvido. De acordo com um estudo da PwC, a inteligência artificial pode contribuir com até US$ 15,7 trilhões para a economia global até 2030, com ganhos reais em eficiência, inovação e personalização de serviços. Esses dados reiteram o papel da IA como uma das principais ferramentas de transformação econômica e social do século XXI.

Foto: Imagem de Gerd Altmann por Pixabay

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